A TV Globo anunciou, na noite desta quinta-feira (1º), o cancelamento do debate entre os candidatos à Presidência da República, que estava previsto para começar às 21h30. Segundo a emissora, a decisão ocorreu após o recebimento de duas notificações judiciais que alteraram as regras previamente estabelecidas para o programa.
Uma das decisões foi proferida pela ministra Stella Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em resposta a um pedido da coligação do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A determinação impede a manutenção, no cenário, de um púlpito vazio identificado com o nome do candidato ausente.
De acordo com a Globo, as regras do debate haviam sido previamente acordadas e assinadas pelos partidos participantes, incluindo o PT. O regulamento previa que, em caso de ausência de um candidato, o púlpito destinado a ele permaneceria vazio e identificado por uma placa com seu nome.
A emissora também informou que, durante uma das rodadas de tema livre, os candidatos presentes poderiam, em 30 segundos, formular uma pergunta direcionada ao candidato que não comparecesse ao debate. Segundo a Globo, a decisão do TSE também impede esse procedimento em relação a Lula.
Em nota, a emissora afirmou que as decisões judiciais “interferem nas regras previamente acordadas” e, por esse motivo, optou pelo cancelamento do debate.
A segunda notificação recebida pela Globo foi referente a uma decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relacionada à participação de Renan Santos, candidato do partido Missão. A medida atendeu a um pedido apresentado pelo partido Solidariedade e determinou a inclusão do candidato no debate.
Diante das duas determinações judiciais e das mudanças nas regras originalmente estabelecidas, a TV Globo decidiu cancelar a realização do programa.
A emissora afirmou ainda que recebeu as notificações poucas horas antes do horário previsto para o início do debate.




































