Juliano Floss e Jonas Sulzbach voltaram a ter suas imagens associadas a vídeos íntimos falsos produzidos com inteligência artificial. O caso reacende o debate sobre o uso indevido da imagem de pessoas públicas e os riscos da disseminação de conteúdos sexuais fabricados sem consentimento.
Os dois ex-participantes do Big Brother Brasil 26 já haviam sido vítimas desse tipo de manipulação. Em 1º de outubro de 2026, um vídeo falso que simulava uma situação íntima entre os dois começou a circular nas redes sociais, chamando a atenção pelo realismo das imagens. A montagem utilizava recursos de inteligência artificial para reproduzir características físicas dos artistas em uma cena que não aconteceu na realidade.
Na ocasião, Juliano Floss reagiu publicamente à circulação do material e afirmou que pretendia identificar e processar os responsáveis. Em publicação no X, antigo Twitter, o influenciador demonstrou indignação com a situação e destacou que a internet não é um espaço livre de consequências legais.
O episódio anterior já havia provocado discussões sobre os limites do uso da inteligência artificial e a facilidade com que ferramentas digitais podem ser utilizadas para criar cenas falsas envolvendo pessoas reais. A nova ocorrência reforça a preocupação com a reincidência desse tipo de violação e com os danos que ela pode causar à privacidade, à imagem e à dignidade das vítimas.
Deepfake íntimo é crime
Deepfake é o termo utilizado para descrever conteúdos audiovisuais criados ou manipulados com inteligência artificial para simular a aparência, a voz ou as ações de uma pessoa. Quando a tecnologia é utilizada para inserir alguém artificialmente em cenas sexuais ou íntimas sem consentimento, a prática pode configurar crime no Brasil.
O artigo 216-B do Código Penal prevê punição para a realização de montagens com o objetivo de incluir uma pessoa em cena de nudez, ato sexual ou ato libidinoso de caráter íntimo. A aplicação da lei depende das circunstâncias concretas do caso, e outras consequências jurídicas também podem ser cabíveis.
Além da responsabilização criminal, a produção e a divulgação desse tipo de conteúdo podem resultar em indenizações por danos morais, conforme a conduta e os prejuízos demonstrados.
Uso indevido da imagem preocupa
A repetição de casos envolvendo Juliano Floss e Jonas Sulzbach evidencia um problema que vai além da exposição de celebridades. Com o avanço das ferramentas de inteligência artificial, imagens disponíveis publicamente podem ser utilizadas para fabricar situações inexistentes, com potencial de enganar o público e comprometer a reputação de quem é retratado.
É importante reforçar que vídeos dessa natureza não devem ser tratados como registros autênticos, tampouco compartilhados como se retratassem acontecimentos reais. A divulgação amplia o alcance da violação e pode contribuir para a perpetuação dos danos às pessoas envolvidas.
A criação de conteúdo íntimo falso não é uma brincadeira inofensiva. O uso não autorizado da imagem de alguém em situações sexuais pode ter consequências legais, e a reincidência de episódios como esse reforça a necessidade de conscientização, respeito à privacidade e responsabilização dos envolvidos.












































