O cantor e compositor brasileiro Jão lançou neste domingo (26) Memórias Póstumas, seu quinto álbum de estúdio. Disponível em todas as plataformas digitais pela Universal Music Brasil, o projeto marca o início de uma nova fase na trajetória do artista e encerra um dos ciclos mais importantes de sua carreira.
O disco sucede SUPER e representa o fim da tetralogia conceitual inspirada nos quatro elementos da natureza, iniciada com Lobos e continuada em Anti-Herói, Pirata e SUPER. Ao longo desses quatro trabalhos, Jão construiu uma identidade artística marcada por narrativas pessoais, conceitos visuais elaborados e uma evolução constante em sua sonoridade.
Com Memórias Póstumas, o artista abre um novo capítulo em sua discografia, deixando para trás a era dos elementos para explorar uma proposta inédita. O álbum simboliza uma renovação criativa e reafirma a busca de Jão por novos caminhos musicais, mantendo a autenticidade que o consolidou como um dos principais nomes do pop brasileiro.
Letra “Literatura” – Jão
Ossos, gritos
Versos bíblicos
Eu não esqueço
O dia em que eu te vi sair
Lápis, tremo
Eu nego, reescrevo
Eu não processo o dia em que eu te vi sair
Vai ver, eu poderia escrever alguma coisa
Que mudaria o rumo cruel dessa história
Pra te ter aqui
Vai ver, o tempo pare e gire o mundo ao inverso
E na realidade desses novos versos
Eu te veja aqui
Crio cenas, domingo na mesa
O sol beijando a Bеla, quem vai dizer a ela
Quе não somos nós aqui?
Eu acredito nas palavras, pontes inventadas me interessam mais
Eu sei manipular as linhas, fecho suas feridas com pontos finais
Dispenso a verdade, tão fria e tão crua
A vida é linda, mas prefiro ainda literatura
Vai ver, eu poderia escrever alguma coisa
Que mudaria o rumo cruel dessa história
Pra te ter aqui
Vai ver, o tempo pare e gire o mundo ao inverso
E na realidade desses novos versos
Eu te veja aqui
E se eu pudesse mudar tudo com tinta?
Só pra não me recompor
Andar exposto com os meus vazios
Crescer ao redor
Há uma mesa, nela se senta
A nossa família, o sol na cortina, e você aqui
Eu não vou, eu não vou, eu não vou, eu não processo não
Ossos, gritos
Eu nego, reescrevo
O sol beijando a Bela, quem vai dizer a ela
Que não somos nós aqui?







































