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Quem é a dentista que pode herdar até R$ 512 milhões da fortuna de Jeffrey Epstein

Jeffrey Epstein
Jeffrey Epstein - Foto: Reprodução

A dentista Karyna Shuliak voltou ao centro das atenções após documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos indicarem que ela pode herdar até US$ 100 milhões (cerca de R$ 512 milhões) da fortuna de Jeffrey Epstein, empresário que morreu em 2019 enquanto aguardava julgamento por acusações relacionadas a exploração e tráfico sexual.

Segundo reportagem publicada pelo The New York Times, Epstein alterou seu testamento poucos dias antes de sua morte para beneficiar Shuliak, com quem manteve um relacionamento por aproximadamente oito anos. A publicação também afirma que a última ligação telefônica feita por Epstein antes de morrer foi para a dentista.

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Karyna Shuliak e Jeffrey Epstein mantiveram um relacionamento por quase oito anos, segundo o The New York Times. — Foto: Departamento de Justiça dos Estados Unidos

Na época da alteração do testamento, o patrimônio do empresário era estimado em cerca de US$ 600 milhões. Após o pagamento de indenizações às vítimas e outras despesas do espólio, a fortuna foi reduzida para um valor entre US$ 120 milhões e US$ 200 milhões. Entre os beneficiários também estão familiares de Epstein, incluindo os filhos de seu irmão, Mark Epstein.

Além da possível herança em dinheiro, os documentos apontam que Shuliak poderá receber um anel de diamante de 33 quilates.

Quem é Karyna Shuliak

Natural da Bielorrússia, Karyna Shuliak mudou-se para Nova Iorque em 2010 com um visto de estudante para aprender inglês. Enquanto buscava validar a formação em odontologia iniciada no seu país de origem, trabalhou como auxiliar de dentista.

Ela conheceu Jeffrey Epstein em março de 2011, quando tinha 21 anos, por intermédio de uma jovem que, segundo relatou ao The New York Times, era pressionada pelo empresário a recrutar mulheres.

De acordo com a reportagem, Shuliak nunca afirmou ter sido vítima de Epstein e também não foi considerada cúmplice pelas autoridades federais norte-americanas nas investigações sobre o esquema de tráfico sexual.

Apoio financeiro e formação académica

Pouco tempo após o início da relação, Epstein passou a ajudar financeiramente Shuliak e ofereceu apoio para que ela ingressasse na Faculdade de Odontologia da Universidade Columbia.

Depois de ser inicialmente rejeitada pela instituição, Epstein utilizou contactos na universidade e realizou uma doação de aproximadamente US$ 210 mil. Documentos citados pelo jornal indicam ainda que dois professores teriam antecipado temas que seriam abordados no exame prático de admissão.

Após ser aceita, Shuliak teve os três anos restantes da graduação pagos por Epstein.

Nos primeiros meses, porém, ela chegou a recusar a ajuda financeira. Em mensagens reveladas pelas investigações, escreveu que considerava Epstein uma “pessoa extraordinária”, mas que não poderia aceitar o apoio “por causa de alguns princípios”. Posteriormente, acabou aceitando o auxílio.

O relacionamento

Segundo o The New York Times, Epstein chamava Shuliak de sua “favorita”, dizia que a amava e transferiu quase US$ 1 milhão para ela ao longo dos anos. Além do relacionamento amoroso, ela passou a colaborar na administração de propriedades e funcionários do empresário.

Após permanecer nos Estados Unidos além do período permitido pelo visto, Shuliak conseguiu o green card por meio de um casamento com uma assistente de Epstein e tornou-se cidadã norte-americana em 2018.

Os e-mails divulgados pelas autoridades mostram que o casal discutia frequentemente sobre os relacionamentos de Epstein com outras mulheres. Em uma das mensagens, Shuliak afirmou compreender o comportamento do empresário, mas disse que essas situações lhe pareciam “sujas” e pediu para ser mantida distante delas.

Segundo o jornal, não há registros de que ela tenha manifestado preocupação mais ampla com o tratamento dispensado por Epstein às mulheres que posteriormente o acusariam de abuso e exploração sexual.

Vida após a morte de Epstein

Após a morte de Jeffrey Epstein, em agosto de 2019, Karyna Shuliak manteve-se afastada dos holofotes e seguiu carreira na odontologia.

Em 2025, obteve licença para exercer a profissão no estado de Nova Iorque e passou a atuar num consultório localizado no Brooklyn. Enquanto isso, a disputa pelo espólio de Epstein continua, e os documentos recentemente divulgados reforçam a possibilidade de que Shuliak figure entre as principais beneficiárias da herança deixada pelo empresário.

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Diego Cartaxo é radialista, jornalista e empreendedor digital. Com trajetória marcada pela inovação na comunicação e no entretenimento, é fundador e Editor-chefe do Portal POP Mais, hoje considerado um dos principais veículos independentes de cultura pop e variedades em crescimento no Brasil. Antes do site, trabalhou na TV Metrópole, onde atuou na reestruturação da marca e da programação da emissora.

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