Connect with us

Hi, what are you looking for?

Notícias

Flávio Bolsonaro atuou na defesa de PM acusado de matar menina de 5 anos em Niterói

Senador assinou recurso ao STJ contra decisão que levou o ex-policial Bruno Delaroli a júri popular; caso voltou ao debate público após mais de cinco anos sem julgamento.

Flávio Bolsonaro atuou na defesa de PM acusado de matar menina de 5 anos em Niterói

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, integrou a equipe de defesa do ex-cabo da Polícia Militar Bruno Dias Delaroli, acusado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) de envolvimento na morte de Ana Clara Gomes Machado, de 5 anos. Em 2024, Flávio assinou um recurso apresentado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para contestar a decisão que determinou que o policial fosse submetido ao Tribunal do Júri.

O caso ocorreu em 2 de fevereiro de 2021, na comunidade Monan Pequeno, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Ana Clara brincava na porta de casa com o irmão, então com 2 anos, quando foi atingida por disparos de fuzil. A menina chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.

Segundo a acusação, os disparos partiram da arma utilizada por Delaroli durante uma ação policial. O ex-cabo foi preso em flagrante, e a investigação da Polícia Civil apontou sua participação no episódio.

A defesa contestou a decisão judicial que encaminhou o caso para julgamento pelo Tribunal do Júri. O recurso apresentado ao STJ, com a assinatura de Flávio Bolsonaro, foi rejeitado. Até setembro de 2026, porém, o julgamento popular ainda não havia ocorrido, segundo reportagens sobre o processo.

Caso volta ao debate político

A participação do senador na defesa ganhou nova repercussão após a divulgação de conteúdos sobre a morte da menina e a demora no andamento do processo. O episódio da série documental Revelando, apresentado pela atriz Camila Pitanga, retomou o caso e trouxe o relato da mãe da criança, Cristiane Gomes da Silva.

O ex-deputado federal Marcelo Freixo (PT-RJ) também questionou publicamente a atuação de Flávio na defesa do policial e levantou dúvidas sobre a relação do senador com a família da vítima.

“Como Flávio Bolsonaro, senador, procurou a mãe? Procurou a família? Eu estou falando de uma criança de 5 anos de idade”, declarou Freixo.

O ex-deputado também afirmou que a atuação de um senador como advogado em um caso dessa natureza merece ser discutida publicamente, especialmente diante da trajetória política de Flávio e de suas posições sobre segurança pública.

Relações com policiais entram na discussão

A atuação na defesa de Delaroli também foi relacionada, por críticos do senador, ao histórico de suas relações com integrantes das forças de segurança do Rio de Janeiro.

Um dos episódios frequentemente citados é a homenagem concedida por Flávio, quando era deputado estadual, ao ex-policial militar Adriano da Nóbrega. Posteriormente, Adriano foi apontado por autoridades como integrante de uma organização criminosa conhecida como Escritório do Crime. Ele morreu em 2020, durante uma operação policial na Bahia.

Em entrevista ao Jornal Nacional, Flávio defendeu a homenagem e afirmou que, à época, considerava Adriano um “policial exemplar”. O senador argumentou que não poderia prever os acontecimentos posteriores.

Em outras declarações sobre milícias, Flávio afirmou distinguir a atuação legítima de policiais da exploração criminosa de comunidades, como a cobrança por serviços e fornecimento de produtos.

As relações mencionadas fazem parte do debate político sobre a trajetória do senador, mas não constituem, por si só, prova de envolvimento dele em atividades criminosas.

Direito de defesa e demora no julgamento

A participação de Flávio no caso também levanta uma discussão sobre a diferença entre o exercício da advocacia e a responsabilidade política de figuras públicas. A Constituição garante o direito de defesa, e pessoas acusadas de crimes podem recorrer às instâncias judiciais previstas em lei.

Nesse contexto, a atuação de um advogado em defesa de um acusado não representa, por si só, concordância com o crime investigado nem comprova irregularidade.

A discussão política está relacionada à escolha profissional do senador e à forma como essa atuação é avaliada diante de suas posições públicas sobre segurança.

Enquanto isso, a família de Ana Clara segue aguardando o desfecho judicial. Mais de cinco anos após a morte da criança, a ausência de julgamento pelo Tribunal do Júri mantém o caso em evidência e alimenta cobranças por uma definição da Justiça.

Avatar photo
Written By

Conteúdo produzido pela equipe de jornalismo do Portal POP Mais, sob supervisão editorial.

Leia também

PM é acionada após suspeita de bomba nas proximidades de debate entre Lula e Flávio Bolsonaro

Televisão

A Polícia Militar de São Paulo foi acionada na noite deste domingo (18/10) para atender a uma ocorrência de suspeita de bomba nas proximidades...

Filho de Benito Di Paula se despede do cantor após morte: “Te amo, papai!” Filho de Benito Di Paula se despede do cantor após morte: “Te amo, papai!”

Famosos

Rodrigo Vellozo homenageou o pai nas redes sociais neste domingo (18); músico lançou recentemente um álbum dedicado à obra do sambista, que morreu aos...

Morre Benito di Paula, aos 84 anos, vítima de câncer em São Paulo Morre Benito di Paula, aos 84 anos, vítima de câncer em São Paulo

Famosos

Cantor enfrentava um câncer há cerca de um ano e marcou gerações com sucessos como “Retalhos de Cetim”.

Veja também

Televisão

Senador foi recebido por executivos do Grupo Globo no Rio de Janeiro antes de sabatina no Jornal Nacional; segundo informações da coluna de Igor...

Internet/ Influencers/ TikTok

Ferramenta gera imagem com o comando “Flávio 22”, mas recusa solicitações com “Lula 13” e com o nome completo de Flávio Bolsonaro

Internet/ Influencers/ TikTok

Dados do Google Trends mostram Lula com índice 91 de interesse, contra 44 de Flávio Bolsonaro; ferramenta, porém, não mede intenção de voto