Mariah Carey, de 57 anos, venceu o processo de difamação movido pelo irmão mais velho, Morgan Carey, de 64, por declarações publicadas em sua autobiografia The Meaning of Mariah Carey, lançada em 2020. A decisão da Justiça de Nova York foi divulgada pela revista Billboard nesta segunda-feira (19) e encerrou a ação ao concluir que o autor não apresentou elementos suficientes para comprovar que a cantora agiu com intenção maliciosa ao fazer as afirmações contestadas.
Na decisão, a juíza Leslie A. Stroth entendeu que Morgan não cumpriu os requisitos legais necessários para sustentar uma acusação de difamação contra uma figura pública. “A Corte conclui que o autor não alegou de forma suficiente a existência de intenção maliciosa por parte da ré”, escreveu a magistrada.
Defesa de Mariah comemora decisão
John Rosenberg, advogado de Mariah Carey, afirmou à Billboard que a cantora ficou satisfeita com o resultado do julgamento. Segundo ele, a decisão reconhece a relevância dos assuntos abordados na autobiografia e rejeita integralmente as acusações apresentadas pelo irmão.
O representante também destacou que o entendimento judicial tem importância para além do caso envolvendo a artista, especialmente no que diz respeito à liberdade de expressão e à proteção de autores que tratam de temas de interesse público.
Já Richard Altman, advogado de Morgan Carey, afirmou que pretende recorrer da decisão. “Discordamos respeitosamente da decisão de hoje, por considerá-la incompatível com decisões anteriores no caso”, declarou à publicação.
Entenda a disputa judicial
Morgan Carey entrou com a ação em 2021, alegando que passagens da autobiografia continham informações falsas e prejudicavam sua reputação, além de afetarem seus relacionamentos pessoais e profissionais.
Entre os trechos contestados estavam relatos sobre episódios de violência familiar e afirmações que, segundo Morgan, o associavam ao uso de drogas e a atividades criminosas. O irmão da cantora sustentou que as declarações eram difamatórias e causavam danos à sua imagem.
Em fevereiro de 2022, a Justiça de Nova York rejeitou a maior parte das acusações, mas permitiu que duas alegações continuassem em tramitação. As editoras e outros envolvidos na publicação também foram retirados do processo.
Posteriormente, a disputa contra Mariah permaneceu em andamento, após Morgan tentar obter uma decisão favorável sem a realização de julgamento. A decisão mais recente, porém, encerrou a ação, embora a defesa do irmão tenha sinalizado que pretende contestar o resultado.
Morte da mãe e da irmã também marcou a família
O conflito judicial voltou a ganhar repercussão em agosto de 2024, quando Patricia Carey, mãe da cantora, e Alison Carey, irmã de Mariah e Morgan, morreram no mesmo dia. Na ocasião, a artista lamentou publicamente as perdas e revelou que havia conseguido passar os últimos dias ao lado da mãe.
Alison também havia movido uma ação contra a cantora, alegando ter sofrido danos emocionais em razão de relatos publicados na autobiografia. Segundo as informações divulgadas na época, ela pedia uma indenização de US$ 1,25 milhão.
A irmã de Mariah morreu em agosto de 2024, aos 63 anos. Com a nova decisão judicial favorável à cantora no processo movido por Morgan, o caso volta a chamar a atenção para os conflitos familiares expostos na autobiografia da artista, publicada em 2020.












































