Val Marchiori e o marido, Amilton Augusto, foram condenados pela Justiça a pagar R$ 3,4 mil a um eletricista por serviços realizados em um imóvel do casal em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. A decisão foi proferida em 9 de outubro pela Vara do Juizado Especial Cível e Criminal da Comarca de Araras, em São Paulo, após uma ação judicial movida pelo profissional.
O juiz Paulo Rogério Malvezzi considerou comprovado que os serviços de inspeção elétrica foram executados no imóvel e beneficiaram diretamente o casal. Na defesa, Val e Amilton argumentaram que eram apenas destinatários finais do projeto, mas o magistrado entendeu que os elementos apresentados não afastavam a obrigação de pagamento.
A decisão também levou em consideração que o engenheiro André Alves Justino, responsável por intermediar a contratação, havia cobrado do casal o valor referente aos serviços prestados. André, no entanto, foi excluído da responsabilização, por ter atuado como intermediador do negócio.

O pedido de indenização por danos morais também foi negado. Segundo o entendimento do juiz, os documentos apresentados no processo não foram suficientes para comprovar a suposta ameaça atribuída a Amilton.
Val Marchiori afirma que vai recorrer
Após a condenação, Val Marchiori contestou a decisão e afirmou que não reconhece a dívida nem a responsabilidade pelo pagamento. A empresária também declarou que pretende recorrer judicialmente.
Em manifestação, Val alegou que o proprietário da empresa responsável pelo serviço relacionado à troca de energia solar teria reconhecido uma suposta má-fé na conduta do profissional envolvido.
A empresária afirmou ainda que considera injusta a forma como o caso vem sendo conduzido e divulgado. Segundo ela, sua condição de pessoa pública faz com que seu nome seja envolvido em situações que considera indevidas.
Val reforçou que o recurso não está relacionado ao valor da condenação, mas à defesa de sua honra e da reputação de sua família. Ela disse confiar na Justiça e esperar que os fatos sejam esclarecidos.
Entenda o processo
A ação foi movida por Lucas Soares Ferreira, profissional autônomo da área elétrica, em 18 de agosto. Além de Val Marchiori e Amilton Augusto, o processo incluiu inicialmente o engenheiro André Alves Justino.
Segundo o relato apresentado à Justiça, Lucas foi procurado por André para realizar uma inspeção elétrica completa e pequenos reparos emergenciais no imóvel do casal, em Angra dos Reis. A contratação teria ocorrido após uma reunião de alinhamento com a participação do engenheiro e dos proprietários.
O eletricista afirmou que concluiu os serviços em maio e que havia sido combinado o pagamento de R$ 3,4 mil pelo trabalho. No entanto, segundo ele, o valor não foi quitado.
Lucas sustentou que André atuou como intermediador e representante do casal durante a contratação. Também alegou que Val e Amilton tinham conhecimento dos serviços executados e da pendência financeira.
Ainda conforme a ação, Amilton teria afirmado, por mensagem, que resolveria a questão do pagamento. O profissional também alegou ter sido ameaçado e intimidado pelo empresário, que supostamente mencionou a possibilidade de processá-lo.
Diante da situação, Lucas pediu o pagamento de R$ 3,4 mil por danos materiais, além de R$ 5 mil por danos morais. A Justiça acolheu o pedido referente aos serviços prestados, mas rejeitou a indenização por danos morais.











































