A Casas Bahia iniciou, nesta sexta-feira (14), o fechamento de 298 lojas em todo o Brasil, medida que representa cerca de 30% das pouco mais de mil unidades que a varejista mantinha em operação. A informação foi divulgada pelo jornal Valor Econômico e faz parte de um amplo plano de reestruturação para reduzir custos e reorganizar as operações da companhia.
Funcionários de diversas regiões do país relataram que encontraram lojas fechadas ao chegarem para trabalhar na manhã desta sexta-feira, o que reforçou as informações sobre o encerramento das atividades de centenas de unidades.
Além do fechamento das lojas, a empresa também promove uma significativa redução em seu quadro de colaboradores. Segundo a publicação, cerca de 600 funcionários foram demitidos na quinta-feira (13), enquanto entre 1,3 mil e 1,4 mil desligamentos devem ocorrer nesta sexta-feira. Ao todo, o número de demissões pode chegar a 3 mil, configurando uma das maiores reestruturações da história recente da empresa.
A Casas Bahia é uma das maiores varejistas do país e controla, além da própria marca, as operações do Pontofrio, das respectivas lojas virtuais, da fabricante de móveis Bartira, do e-commerce Extra.com.br, da plataforma de serviços financeiros Casas Bahia Pay e da operação logística CBfull.
A redução das operações já vinha sendo sinalizada pela companhia. No balanço financeiro do primeiro trimestre, encerrado em março, a empresa informou o fechamento de 26 lojas, sendo 12 da bandeira Casas Bahia e 14 do Pontofrio.
Nesta semana, a companhia também adiou a divulgação dos resultados financeiros do segundo trimestre, inicialmente prevista para quarta-feira (12). A apresentação foi remarcada para as 17h desta sexta-feira (14). Em comunicado aos acionistas, a empresa informou que a alteração ocorreu para concluir os procedimentos relacionados às demonstrações contábeis antes da aprovação e divulgação oficial. A teleconferência com investidores está prevista para a próxima segunda-feira (17).
Entre os principais fatores que motivaram a reestruturação estão o elevado endividamento das famílias brasileiras, que reduziu o consumo, além dos prejuízos recorrentes registrados pela companhia e do aumento das despesas financeiras.
Em 2024, a Casas Bahia entrou em recuperação extrajudicial devido ao desequilíbrio em sua estrutura de capital, situação posteriormente solucionada por meio de um acordo com instituições financeiras. Apesar disso, a empresa continua enfrentando dificuldades para recuperar a rentabilidade.
De acordo com a apuração do Valor Econômico, o grupo também segue adotando medidas para preservar o caixa, como o adiamento de pagamentos a lojistas parceiros do marketplace, especialmente em transações via Pix, além da negociação de prazos maiores com fornecedores para melhorar o fluxo financeiro.











































