O Governo do Rio Grande do Norte sancionou a Lei nº 12.746, que reconhece a trajetória e a obra da atriz Titina Medeiros como patrimônio cultural e artístico imaterial do Estado. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta quarta-feira (27) e oficializa a homenagem à artista potiguar, que morreu em 11 de janeiro deste ano, aos 49 anos, vítima de complicações causadas por um câncer no pâncreas.
A legislação foi sancionada pela governadora Fátima Bezerra e reconhece oficialmente a contribuição de Titina Medeiros para a cultura do Rio Grande do Norte. O texto determina que a lei entre em vigor imediatamente após a publicação.
Natural de Currais Novos, no interior potiguar, Titina Medeiros se mudou ainda jovem para Natal, onde iniciou sua trajetória artística no teatro. Ao longo da carreira, participou de dezenas de espetáculos, produções audiovisuais, projetos experimentais e grupos culturais que marcaram a cena artística do estado.
A atriz ganhou projeção nacional ao interpretar a personagem Socorro na novela Cheias de Charme, exibida pela Globo em 2012. Na trama, ela viveu a fiel escudeira da personagem Chayene, interpretada por Claudia Abreu. Mais recentemente, também integrou o elenco da novela No Rancho Fundo, em 2024.

Além da televisão, Titina teve forte atuação no teatro potiguar e integrou importantes grupos culturais, como o Grupo Carmin e o Clowns de Shakespeare. Ela também foi criadora da Casa de Zoé, produtora responsável pelo desenvolvimento de diversos projetos culturais.
Entre os trabalhos de destaque da atriz estão ainda a série Chão de Estrelas, exibida no Canal Brasil, e o humorístico Os Roni, do Multishow.
Na TV Globo, Titina participou de produções como Onde Nascem os Fortes, Geração Brasil, A Lei do Amor e Mar do Sertão.
Nos palcos, construiu uma carreira consolidada com peças como “Meu Seridó”, “Hamlet”, “Ricardo III”, “Muito Barulho Por Quase Nada” e “Pobres de Marré”, tornando-se um dos principais nomes das artes cênicas potiguares.









































