A atriz e diretora Angelina Jolie, de 51 anos, compartilhou reflexões profundas sobre saúde, a finitude da vida e a dinâmica familiar após o término de seu casamento com Brad Pitt. Em entrevista à revista norte-americana Variety, concedida durante as ações de divulgação de seu novo longa-metragem, Vidas Entrelaçadas, a cineasta revelou como o histórico de câncer em sua família impacta diretamente a forma como educa seus seis filhos.
No filme, Jolie interpreta Maxine, uma diretora de cinema que enfrenta o diagnóstico de câncer de mama. Na vida real, embora nunca tenha desenvolvido a patologia, a atriz realizou uma mastectomia dupla preventiva anos atrás, após testar positivo para o gene BRCA1, que eleva drasticamente os riscos de tumores de mama e ovário.

Histórico familiar e a percepção do tempo
Durante a entrevista, a artista relembrou a perda de sua mãe, a também atriz Marcheline Bertrand, que faleceu em decorrência de um câncer de ovário aos 56 anos, além de sua avó, que teve o mesmo destino. O luto precoce alterou sua perspectiva sobre o próprio envelhecimento.
“Acho que, por ter perdido minha mãe jovem e nunca ter conhecido minha avó, nunca vivi com a sensação de que teria uma vida longa”, desabafou Jolie.
A atriz explicou que já superou a idade em que sua mãe recebeu o diagnóstico inicial, o que gera uma sensação constante de urgência em suas ações cotidianas. “Talvez eu sofra por sentir que não consigo viver o momento presente, porque sinto que preciso me apressar e agir rápido, pois o tempo está se esgotando”, pontuou.
Preparação dos filhos e apoio familiar
Mãe de seis filhos, Angelina Jolie admitiu que a consciência da mortalidade dita a maneira como orienta os jovens. Segundo ela, o objetivo é garantir a independência e o preparo emocional deles para o futuro.
- Foco na autonomia: “Educo meus filhos quase que os preparando para a minha ausência, e não tanto para me verem ser avó. É o que acontece quando você considera a morte como uma realidade”, analisou.
- Rede de apoio: Jolie destacou que o suporte dos filhos foi fundamental para que ela recuperasse sua segurança pessoal após o conturbado processo de divórcio de Brad Pitt, finalizado oficialmente em dezembro de 2024, após oito anos de litígio.
Atualmente, todos os filhos do antigo casal — Maddox, Pax, Zahara, Shiloh, Knox e Vivienne — utilizam formalmente apenas o sobrenome “Jolie”, após a conclusão de trâmites judiciais para a retirada do sobrenome paterno.

Retorno à atuação e novos rumos na carreira
A estrela internacional revelou ainda que a transição de volta para as telas como atriz foi motivada por necessidades logísticas e financeiras decorrentes da separação. Antes do divórcio, o plano de Jolie era abdicar da atuação para se dedicar exclusivamente à direção cinematográfica e a projetos de cunho humanitário internacional.
“De repente, a única maneira de ficar mais em casa e passar curtos períodos fora, ou de ganhar um bom dinheiro, era voltar a atuar. Eu só aceitava trabalhos curtos, perto de casa ou que me permitissem levar meus filhos”, concluiu, reforçando a prioridade dada à estabilidade da rotina familiar nos últimos anos.










































