O retorno de Meghan Markle ao Reino Unido para as festas de fim de ano tem gerado controvérsias antes mesmo das comemorações oficiais. Dois religiosos britânicos tornaram-se alvos de intensos ataques virtuais após criticarem a ostentación associada ao lançamento de uma linha de Natal da marca da duquesa, a As Ever, com destaque para um Calendário do Advento comercializado por mais de R$ 730.
O item natalino, desenvolvido em parceria com a chocolataria Compartés, consiste em uma peça de papel cartão com 24 compartimentos que contêm chocolates com recheios variados de frutas e confeitos especiais.
Críticas à ostentação e alternativas solidárias
O debate teve início quando o reverendo Daniel French, padre anglicano e capelão universitário em Londres, criticou o alto valor do produto. Em suas redes sociais, o religioso sugeriu que os fiéis optassem por alternativas mais acessíveis — como um calendário de R$ 39 —, cujos lucros fossem revertidos para instituições de caridade, a exemplo de uma missão de assistência a pessoas afetadas pela hanseníase.

A sugestão provocou forte reação de membros do Sussex Squad, grupo de apoiadores de Meghan Markle nas redes sociais. O padre passou a ser chamado de termos pejorativos, como “maligno” e “filho de Satanás”.
O sacerdote Chris Phillips, atuante no sudoeste de Londres, saiu em defesa do colega de batina e também passou a ser alvo de mensagens de ódio. Diante da repercussão negativa e dos ataques — que incluíram acusações de que os religiosos seriam “exemplos deploráveis do cristianismo” e estariam usando suas plataformas para perseguir a duquesa —, Phillips restringiu o acesso ao seu perfil e bloqueou diversos perfis ligados ao fandom.
Tensões familiares e incertezas sobre as festas
A polêmica adiciona tensão ao primeiro fim de ano do casal no Reino Unido desde 2020, quando se mudaram para os Estados Unidos. Fontes próximas indicam que Meghan e o príncipe Harry estariam divididos quanto à forma de celebrar a data: enquanto Harry aprecia profundamente as tradições natalinas britânicas, a duquesa sentiria falta de sua rede de apoio nos EUA e demonstraria reservas em relação a possíveis interações com membros da família real, para cuja celebração a presença do casal ainda não estaria assegurada.












































