A jornalista Malu Gaspar foi corrigida ao vivo pela apresentadora Camila Bomfim, durante a programação da GloboNews nesta quarta-feira (28), após afirmar que a Polícia Federal realizava uma operação de busca e apreensão na residência do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em Brasília. O Supremo Tribunal Federal (STF) negou oficialmente a existência de mandados ou diligências desse tipo contra o parlamentar.
Durante a transmissão, Malu afirmou que agentes da Polícia Federal estariam na casa do senador. “Camila, está havendo busca e apreensão na casa do Flávio Bolsonaro lá em Brasília”, declarou.
Camila Bomfim interrompeu a jornalista e corrigiu a informação. “Não, não está tendo busca e apreensão”, respondeu a apresentadora.

Na sequência, Malu questionou a colega, afirmando que ela própria havia divulgado a informação anteriormente. Camila explicou que a notícia já tinha sido corrigida e reforçou que o Supremo havia negado a realização da operação.
“Já desmentimos essa informação. Essa informação foi dada mais cedo, não está tendo busca e apreensão, o Supremo já disse que não está tendo”, afirmou.
STF nega mandados contra Flávio Bolsonaro
Após a circulação da notícia, o Supremo Tribunal Federal divulgou uma nota para esclarecer que não havia qualquer ordem judicial de busca e apreensão contra Flávio Bolsonaro ou seus endereços.
“É falsa a informação veiculada sobre a existência ou o cumprimento de qualquer mandado de busca e apreensão direcionado ao senador Flávio Bolsonaro ou a seus endereços. Não há nenhuma decisão judicial nesse sentido, tampouco realização de diligência policial ou de busca e apreensão”, informou a Corte.
A Polícia Federal também negou a realização de diligências nos endereços do senador.
Caso envolve restrições determinadas por Alexandre de Moraes
A divulgação da informação ocorreu em meio a notícias sobre a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil. Segundo o relato apresentado, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, havia determinado a entrega dos passaportes do senador e imposto restrições à sua saída do país.
Apesar disso, Flávio teria atravessado por via terrestre a fronteira com a Argentina na noite de terça-feira (27). A partir de Puerto Iguazú, ele teria embarcado em um jatinho com escala em Guayaquil, no Equador, antes de seguir para Miami, nos Estados Unidos.
As medidas atribuídas a Moraes, no entanto, não incluíam mandado de busca e apreensão na residência do parlamentar. A correção feita durante a transmissão da GloboNews evidenciou a diferença entre as restrições mencionadas e a operação policial que chegou a ser noticiada, mas foi negada pelas autoridades.
Investigações envolvendo o senador
Alexandre de Moraes é relator de investigações que envolvem Flávio Bolsonaro. Entre os casos mencionados estão apurações sobre suspeitas de lavagem de dinheiro relacionadas ao advogado Willer Tomaz e possíveis irregularidades no financiamento do filme Dark Horse, produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Flávio Bolsonaro nega ter cometido crimes.












































