O músico Oswaldinho do Acordeon, um dos grandes nomes da sanfona e referência na história do forró, morreu neste domingo (25), aos 72 anos. A informação foi confirmada por amigos do artista nas redes sociais. A causa da morte não foi divulgada.
A notícia provocou comoção entre artistas e admiradores. Nas redes sociais, músicos prestaram homenagens e destacaram a importância de Oswaldinho para a música brasileira.
O cantor e compositor Chico César lamentou a perda e ressaltou o legado deixado pelo sanfoneiro. “Adeus, mestre Oswaldinho do Acordeon. Você e sua música seguem em nossos corações”, escreveu ao compartilhar a notícia.
O guitarrista Nelson Faria também destacou a relevância do artista. “Hoje se foi um dos maiores sanfoneiros que esse país já conheceu. Vai fazer falta”, declarou.
A cantora Elba Ramalho também manifestou pesar pela morte do músico. “Hoje a saudade fala mais alto, mas sua sanfona continuará tocando dentro de nós. Que Deus conforte o coração de todos que o amavam. Siga a luz”, publicou.
Trajetória marcada pela inovação
Nascido em 5 de junho de 1954, em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, Oswaldinho do Acordeon construiu uma carreira de destaque como acordeonista, cantor e compositor. Reconhecido pelo talento com a sanfona, tornou-se uma das referências da música nordestina, contribuindo para ampliar as possibilidades sonoras do forró.
Ao longo da carreira, o artista explorou a combinação dos ritmos nordestinos com diferentes estilos musicais, como rock, jazz, blues e música erudita. Essa mistura ajudou a consolidar sua identidade artística e a aproximar o forró de outras linguagens musicais.
A relação com a música começou cedo. Aos 9 anos, participou de uma gravação do pai, o sanfoneiro baiano Pedro Sertanejo, dando os primeiros passos em uma trajetória que o levaria a conviver com grandes nomes da música brasileira.
Durante a juventude, Oswaldinho teve contato com mestres como Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Sivuca, artistas fundamentais para a história da sanfona e da música nordestina.
Álbuns marcaram o início da carreira
Na década de 1970, o sanfoneiro lançou uma sequência de trabalhos que ajudaram a estabelecer seu nome no cenário musical. Entre os álbuns estão Fantástico Oswaldo Silva (1973), Só Quero um Xodó (1974), Oswaldinho (1975), Forró Pop (1977), Lágrimas de Namorados (1978) e Natureza (1979).












































