A advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra afirmou estar enfrentando crises de síndrome do pânico durante o período em que está presa na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista. A informação consta em um parecer apresentado pelo Ministério Público de São Paulo à Justiça, no âmbito do julgamento do pedido de prisão domiciliar da investigada.
De acordo com o documento, encaminhado na segunda-feira (6), a condição de saúde mental levou Deolane a optar por dividir a cela com outra detenta, mesmo havendo disponibilidade para acomodação individual. Segundo o Ministério Público, a decisão foi voluntária e contou com o consentimento da companheira de cela.

O parecer foi elaborado para contestar o pedido da defesa, que busca a transferência da influenciadora para uma Sala de Estado-Maior ou, alternativamente, a concessão de prisão domiciliar. Para o órgão, as condições atuais de custódia atendem às garantias previstas em lei.
Ainda conforme o relatório, inspeções realizadas na unidade prisional não identificaram irregularidades relacionadas à saúde, higiene, alimentação ou segurança das detentas. O Ministério Público também destacou que Deolane está alojada no Pavilhão Especial da penitenciária, setor que restringe o contato com a população carcerária em geral e, segundo o órgão, atende às necessidades apresentadas pela defesa.
No documento, o MP afirma que as internas relataram que Deolane passou a dormir na cela ocupada por outra presa devido ao receio de permanecer sozinha durante o período em que as celas ficam fechadas.
Diante dos argumentos apresentados, o Ministério Público de São Paulo pediu que a Justiça negue o pedido de habeas corpus da influenciadora.
Deolane Bezerra tornou-se ré no fim de junho pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa. Segundo as investigações, ela teria recebido recursos de origem ilícita provenientes da Transportadora Lado a Lado, empresa que, de acordo com a acusação, seria utilizada pelo Primeiro Comando da Capital. A investigação também aponta movimentações financeiras superiores a R$ 27 milhões consideradas incompatíveis com a renda declarada pela influenciadora.
A defesa de Deolane nega as acusações e busca a revogação da prisão preventiva enquanto o processo segue em tramitação na Justiça.









































