A disputa judicial envolvendo uma casa em Angra dos Reis (RJ) voltou ao centro das atenções após publicações do atacante Richarlison nas redes sociais. O caso tem como origem a compra do imóvel pelo jogador de um homem posteriormente condenado por estelionato e apontado como posseiro da propriedade.
Documentos mostram que a aquisição foi realizada pela Sports 70, empresa formada por Richarlison e seu então empresário, Renato Velasco. O contrato foi firmado com uma empresa de Antonio Marcos Pereira da Silva, conhecido como Marquinhos, responsável pela venda da residência que, no passado, pertenceu à cantora Clara Nunes.

Embora a casa tenha sido negociada, o terreno onde ela está localizada pertence à União. À época da transação, a matrícula do imóvel registrava apenas a posse em nome da empresa M Locadora de Veículos, de Santos (SP), que já estava inativa após a morte de seus proprietários.
Segundo as informações, depois que Richarlison passou a ocupar o imóvel e realizou reformas, o advogado Willer Tomaz adquiriu os direitos possessórios de um dos herdeiros da empresa que constava na matrícula. Posteriormente, durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) regularizou a documentação referente à posse.
Marquinhos, figura central da negociação, é apontado como próximo do ex-deputado federal e atual conselheiro do Tribunal de Contas de Minas Gerais (TCM-MG), Alencar da Silveira. Ex-presidente do América-MG, clube responsável pela formação de Richarlison, Alencar também teria participado da negociação da mansão ao lado do atacante.
Em abril deste ano, Marquinhos foi condenado por estelionato em um processo que tramita em Belo Horizonte (MG). De acordo com a decisão, a vítima mantinha uma relação comercial frequente com o empresário na negociação de veículos e bens de alto valor.
O processo relata que, após conquistar a confiança do vendedor, Marquinhos passou a receber a documentação de transferência dos bens antes da conclusão dos pagamentos. Em seguida, teria sustado os cheques utilizados na negociação, deixando de quitar a compra de duas lanchas, dois barcos, dois veículos UTV, uma caminhonete Chevrolet Silverado, uma motocicleta Ducati, um Fiat Strada e outros bens.
A condenação de Marquinhos acrescenta um novo elemento à disputa envolvendo a propriedade em Angra dos Reis, cuja posse e regularização continuam sendo objeto de questionamentos judiciais.











































