O ator Nico Puig anunciou que vai recorrer à Justiça após ter seu nome citado pelo pastor Flávio Amaral, que se apresenta como “ex-travesti” e afirma ter abandonado a homossexualidade após uma conversão religiosa. Em declarações recentes, Amaral disse ter mantido relacionamentos com Nico Puig, Leonardo Vieira e Rodrigo Santoro antes de seguir a carreira religiosa e defender o discurso da chamada “cura gay”.
Diante da repercussão, Nico divulgou uma nota oficial nesta segunda-feira (24), rebatendo as afirmações e classificando como irresponsável o uso de seu nome em narrativas de cunho político e religioso. O ator afirmou que sua imagem estaria sendo utilizada de forma indevida para promover interesses pessoais e criticou a associação de figuras públicas a discursos sem autorização.
“O uso indevido de nomes e imagens de figuras públicas para autopromoção, especialmente dentro de plataformas de pré-campanha ou palanques políticos, é uma manobra antiga, oportunista e lamentável”, declarou. Em outro trecho da nota, Puig reforçou que sua trajetória não deve ser utilizada como instrumento de promoção. “Minha trajetória de vida, minha carreira e a minha realidade não servem de escada para quem busca o poder através do sensacionalismo e do engano”, escreveu.
O artista também rebateu a defesa da chamada “cura gay”, sustentada por Amaral a partir de sua experiência pessoal de conversão religiosa. Nico destacou que a homossexualidade não é considerada uma doença e citou o respaldo da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Conselho Federal de Psicologia (CFP).
“Como cidadão consciente e respaldado pela ciência, pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP), reitero que a homossexualidade não é uma doença e, portanto, não carece de cura”, afirmou.
Embora tenha reconhecido o direito de cada pessoa conduzir sua própria vida e professar sua fé, o ator ressaltou que esse direito não pode servir de justificativa para a disseminação de preconceitos. “O que é absolutamente inaceitável, intolerável e ilegal é instrumentalizar essa narrativa particular para desumanizar o próximo, validar preconceitos e ludibriar a boa-fé das pessoas”, acrescentou.
Ao encerrar o comunicado, Nico Puig confirmou que já iniciou as medidas judiciais contra o pastor e afirmou que pretende responsabilizá-lo pelo uso indevido de seu nome e pelas declarações feitas publicamente.
“A legislação brasileira é muito clara sobre os limites da liberdade de expressão quando esta cruza a linha da discriminação e da difamação. Promover o preconceito e disseminar mentiras sob o pretexto de discursos messiânicos ou políticos gera consequências”, declarou.
O ator concluiu afirmando que o caso será levado ao Judiciário. “O Judiciário será o palco correto para que essa pessoa responda legalmente por seus atos, suas palavras e pelo uso indevido do meu nome”, finalizou.











































