O senador Flávio Bolsonaro (PL) teria deixado o Brasil na noite de segunda-feira (26), atravessando a fronteira com a Argentina para, posteriormente, seguir para os Estados Unidos em um avião particular. A informação foi divulgada pelo portal argentino Infobae na madrugada desta terça-feira (27), mas foi contestada por um aliado político do parlamentar.
Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha presidencial de Flávio, negou que o senador tenha saído do país. Ao ser questionado sobre o assunto, afirmou que ele permanecia no Brasil.
A suposta viagem ganhou repercussão em meio às notícias sobre uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que Flávio entregasse seus passaportes à Polícia Federal (PF).
Suposta rota internacional
De acordo com as informações divulgadas pela imprensa argentina, Flávio teria cruzado a fronteira utilizando um documento de identidade nacional e seguido para Puerto Iguazú, na província de Misiones, onde embarcaria em uma aeronave particular com destino aos Estados Unidos.
O voo estaria previsto para as 2h desta terça-feira, no horário local. O avião citado é um Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, atribuído à empresa argentina Baires Fly S.A.
Ainda segundo a publicação, a companhia teria solicitado os procedimentos alfandegários e migratórios necessários para quatro passageiros e três integrantes da tripulação.
A aeronave foi fabricada em 2004 e tem capacidade para transportar até 14 pessoas. Seu alcance estimado varia entre 7 mil e 7,8 mil quilômetros, conforme as especificações técnicas divulgadas.
Até o momento, porém, as informações sobre a presença do senador no voo não foram confirmadas de forma independente.
Determinação do Supremo
A notícia sobre a possível viagem surgiu após uma decisão de Alexandre de Moraes que determinou a entrega dos passaportes comum e diplomático de Flávio Bolsonaro à Polícia Federal.
A ordem foi expedida no domingo (25), data do segundo turno das eleições presidenciais, e estabeleceu prazo de 24 horas para o cumprimento da medida.
Além da determinação relacionada aos documentos de viagem, a decisão também proibiu o senador de manter contato com o empresário Willer Tomaz, apontado como amigo do parlamentar.
Na segunda-feira (26), Flávio relatou ter sido abordado por agentes da Polícia Federal ao deixar a residência de seu pai, em Brasília. A abordagem estaria relacionada ao cumprimento da determinação judicial.
Aliados contestam a informação
A possibilidade de que Flávio Bolsonaro tenha deixado o Brasil provocou questionamentos diante do contexto judicial e político. Entretanto, a negativa de Rogério Marinho contrasta com o relato publicado pela imprensa argentina.











































